Uma história verdadeira – Triangulo das Bermudas
James Kopf Sr.
Tradução Gelson Rocha
 

Este encontro aconteceu em 1970 enquanto estava a bordo do porta-aviões
USS John F. Kennedy no Triângulo das Bermudas. Eu fui nomeado para o
departamento de comunicações do USS Kennedy e permaneci nesta seção
por aproximadamente um ano. O navio estava retornando para Norfolk, VA,
depois de completar duas semanas de exercícios de prontidão operacional, no
Caribe. Nós iríamos permanecer em terra por 30 dias, após chegar em
Norfolk, para permitir que a tripulação pudesse visitar a família antes do
desdobramento da missão no mediterrâneo durante seis meses.

Minha tarefa no centro de comunicações era monitorar
oito teletipos que imprimem as "transmissões de Radiodifusão" da
armada. No topo da fila haviam quatro teletipos cada um recebendo
mensagens de quatro canais diferentes. Na fila de fundo mais
quatro que faziam exatamente a mesma coisa a menos os sinais que
eram de diferentes freqüências. Se um dos receptores primários
começasse a ter problemas, eu poderia reaver a mensagem com um dos
teletipos do fundo. No outro lado do compartimento estava o
NAVCOMMOPNET - Rede de Comunicações e operações Navais.

Era noite, aproximadamente 20:30h (8:30 PM) e o
navio tinha completado exatamente dezoito horas de "navegação
operacional". Eu tinha acabado de pegar uma mensagem de uma das
radiodifusões e estava me virando para arquivar. Quando eu
voltei aos teletipos primários, eles estavam digitando um monte
de lixo. Eu olhei para baixo e os substitutos estavam fazendo
o mesmo. Eu caminhei alguns pés para o intercomunicador entre
nós e o Controle de Instalações. Eu os chamei informei que
as radiodifusões estavam fora do ar. Uma voz respondeu que
todas as comunicações estavam fora do ar. Eu virei e
quando olhei na direção do NAVCOMMOPNET vi que o operador
estava tendo algum problema. Eu ouvi os operadores do grupo de tarefa
contar ao oficial assistente que os circuitos deles também
estavam fora do ar.
No canto distante do compartimento estavam os tubos pneumáticos que
enviavam sinais para a ponte. Lá há um intercomunicador para
comunicações com a Ponte e deste intercomunicador nós ouvimos
alguém gritando "há algo pairando em cima do navio"!
Um segundo depois nós ouvimos outra voz que gritava " Meu Deus!
É o fim do mundo "!

Todos nós olhamos uns para os outros. Haviam seis de nós
no centro de comando, e alguém disse, " Vamos olhar!" O Centro
de Comando está a meia-nau, debaixo da "coberta de vôo", quase,
no centro do navio. Nós saímos pela porta e percorremos 55 pés por
um corredor, quando abrimos a porta de fora tomamos um choque. Se
você alguma vez foi para mar, sabe que existe uma hora chamada hora
sem horizonte. Isto acontece de manhã ou a tarde do mesmo modo,
quando o sol aparece ou se põe no horizonte. Durante este
tempo você não pode dizer onde o mar e céu se encontram. Isto estava
acontecendo esta hora da noite!

Quando olhamos para cima, nós vimos uma grande e brilhante esfera,
três pés de largura e um braço de comprimento. Se a esfera estivesse,
digamos, 100 pés acima do navio então teria aproximadamente duzentos a
trezentos pés de diâmetro. Não fazia nenhum som que eu pudesse
escutar. A luz vindo do objeto não era muito luminosa,
aproximadamente a metade da luz do sol. Ele pulsava um pouco do
amarelo para o laranja.

Nós observamos não mais que 20 segundos porque o oficial
que estava no Comando nos chamou para voltar ao centro de comando. Nós
retornamos a estação de comando. Nós não tivemos muito para fazer
porque toda a comunicação ainda estava fora. Depois de aproximadamente
20 minutos, os teletipos começaram imprimir corretamente novamente. Nós
ficamos no quartel general por aproximadamente outra hora, por
segurança. Eu não vi ou ouvi falar de qualquer mensagem sobre
o incidente.
Algumas horas depois, eu falei com um bom amigo que era um
operador de radar no CIC (centro de informação de combate). Ele
me falou que todas as telas de radar há pouco estavam "ardendo"
durante o tempo do incidente. Eu também falei com um sujeito que
eu conhecia que trabalhava na Ponte de Navegação. Ele me falou
que nenhuma das bússolas estavam trabalhando e que os médicos tiveram
trabalho para tranqüilizar um companheiro que era vigia na ponte. Eu
calculei que tivesse sido ele quem estava gritando por Deus.

Era irônico que dos 5000 homens em um porta-aviões, que
verdadeiramente somente um punhado de pessoas tenha visto este
fenômeno. Isto aconteceu devido ao fato de que o fenômeno aconteceu
logo depois que todo o pessoal de cima tenha descido para os seus
camarotes para descansar.
Do que eu possa entender, virtualmente todos componentes
eletrônicos pararam de funcionar durante os 20 minutos, de forma que
o objeto deve ter ficado parado em cima do navio por um tempo equivalente,
apesar de só termos visto por 20 segundos. Os dois jatos (da patrulhas de
combate aéreo) Phantom F-4 que sempre estão prontos para serem
lançados, não poderiam partir durante o incidente.
Após alguns dias, quando estávamos nos aproximando de Norfolk, o
comandante e o oficial executivo foram ao nosso circuito fechado de
TELEVISÃO. Eles faziam isso regularmente para se dirigir à tripulação e
passar alguma informação. Durante esta sessão em particular, o Capitão nos
falou como seria o desenvolvimento da viagem para o mediterrâneo. E no fim
ele disse "que gostaria de recordar a tripulação que certos eventos que
acontecem a bordo de um navio de guerra são classificados
e não podem ser discutidos com ninguém sem a necessária autorização".
Esta foi a única menção que recebi ou ouvi dos oficiais sobre o
incidente. Entretanto, eu ouvi que algumas pessoas da tripulação
tinham sido "entrevistadas" sobre o incidente.
Sendo jovem e estando excitado sobre minha volta para
casa e a visita ao Mediterrâneo, eu me esqueci completamente do assunto.
Anos depois, quando eu e minha esposa fomos ver "Encontros imediatos do
terceiro grau" recordamos tudo.
De fato, o amigo que tinha sido o operador de radar e sua esposa estavam
conosco.
Logo depois do filme, quando caminhávamos para o outro lado do
estacionamento, em direção ao meu carro, eu lhe perguntei se ele havia se
lembrado da experiência que nós tivemos alguns anos atrás no navio.
Ele me olhou e disse que nunca quis falar novamente sobre aquilo.
Quando disse isto, ele estava um pouco pálido! Eu nunca falei
novamente sobre o incidente. Somente quando eu descobri um
"Fórum sobre aliens e UFOs", eu novamente voltei a pensar no assunto.